Mostrando postagens com marcador Vida Selvagem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Vida Selvagem. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

No caminho para o trabalho...

Dia de trabalho, saímos para o Projeto logo cedo, após os tradicionais 60 minutos aguardando a Ponte ser liberada para o tráfego. O tempo estava nublado e quente e a paisagem era esta...

 Eu e o Gilson

Gente, isso deve pesar o equivalente
a mais de uma pessoa


Esses cabritinhos ficam todos os dias de lá para cá no asfalto,
todos renitentes! 

    Na entrada do projeto tem uma pedreira e do lado de fora dela, mulheres e crianças quebram pedras em cascalhos e vendem para compradores que param suas carrinhas em busca de insumo para construção a baixo custo.

Mais mulheres pelo caminho, levando lenha


 Andorinhas na fiação de luz

 Neste dia havia milhares delas

              Na ponte do rio Rovubwe, mulheres e crianças se banham, lavam roupas e panelas 
Notem o rio quase seco.

Boizins - Poucos dias atrás estava tudo completamente amarelo, seco, árido. Bastou uma ameaça de chuva para aumentar a
umidade do ar e as folhas verdes voltaram às árvores


terça-feira, 18 de maio de 2010

Beleza pura...

Estas fotos são um presente para tirar o espantamento causado pelo post anterior e mostrar que a África também tem muitos encantos distribuídos em natureza extrema e superabundante, que, nem sempre entram em choque com a cultura e crenças de seu povo e dispensam maiores comentários.
Fotos cedidas pelo colega Fernando Lara.

                                     



terça-feira, 11 de maio de 2010

Parque Nacional da Gorongosa

O Parque Nacional da Gorongosa fica a cerca de 500Km de Tete, numa região entre Chimoyo e Beira, denominada na zona limite sul do Grande Vale do Rift Africano, no coração da zona centro de Moçambique. O Parque de cerca 3.770 km2 inclui o vale e parte dos planaltos circundantes. Os rios que banham o parque nascem no vizinho Monte Gorongosa, que atinge os 1.863 metros de altura.

Segundo informações do Wikipedia, O ato oficial com vista a proteger a região de Gorongosa apareceu pela primeira vez em 1920, quando a Companhia de Moçambique ordenou que 1.000 quilômetros quadrados fossem conservados como uma reserva de caça para os administradores da companhia e seus visitantes. A Companhia controlava toda a região central de Moçambique entre 1891 e 1940, tendo sido esta área concedida pelo Governo de Portugal.

Em 1960 ganhou status de Parque Nacional e recebeu infraestrutura para receber turistas e visitantes, porém, por causa das grandes cheias que inundavam a região durante o período chuvoso as instalações foram abandonadas e invadidas por leões, motivo pelo qual ficou conhecida por Casa dos Leões e virou atração turística por muitos anos.

No final dos anos 60 muitos cientistas começaram a estudar o lugar e chegaram a registrar cerca de 200 leões, 2.200 elefantes, 14.000 búfalos, 5.500 bois-cavalos, 3.000 zebras, 3.500 pivas, 2.000 impalas, 3.500 hipopótamos e manadas de centenas de elandes, pala-palas e gondongas.

16 anos de guerras e caças furtivas, porém, foram suficientes para dizimar populações inteiras de grandes mamíferos e extinguir o Parque, que virou palco de batalhas sangrentas entre forças opostas.

Os primeiros esforços para reconstruir as infra-estruturas do Parque Nacional da Gorongosa e restaurar a fauna bravia começaram em 1994 quando o Banco Africano de Desenvolvimento (ADB) iniciou trabalhos num plano de reabilitação a longo prazo, incluindo ações de desativação de minas terrestres.

"Em 2004, o Governo de Moçambique, e a Carr Foundation acordaram um plano de trabalho conjunto para restaurar as infra-estruturas do Parque Nacional da Gorongosa, restaurar a população da fauna e da flora e incentivar o desenvolvimento da economia local, deste modo abrindo uma nova e importante página na história do Parque Nacional da Gorongosa.

Um dos primeiros e mais significativos indicadores desta mudança apareceu em 2006 com a conclusão dos 6.000 hectares (60 quilômetros quadrados) do santuário para fauna bravia e a introdução de búfalos e bois-cavalos no ecossistema."

Recentemente foi filmado em Gorongosa, um documentário que vem sendo exibido pela National Geographic em todo o mundo com o nome de "África´s Lost Eden" ou Paraíso Perdido na África. Ganhador de diversos prêmios internacionais, incluindo no dia 8 de Maio último, premiação no Festival de Filmes de Florianópolis, no Brasil.

"O filme retrata a restauração do Parque Nacional de Gorongosa, acompanhando a reintrodução de elefantes, mostrando o ecossistemas de Gorongosa e a sua vida selvagem durante diferentes fases do ano, realça também os esforços para trazer de volta o Parque, que um dia foi conhecido como o local onde “Noé deixou a sua Arca.”

“Africa`s Lost Eden” foi produzido por James Byrne e contou com os operadores de câmera Bob Poole, Andy Casagrande, Tim Wege e outros. As filmagens tiveram lugar entre Janeiro de 2008 e Maio de 2009, no Parque Nacional da Gorongosa.

O filme estreou no novo canal de televisão do National Geographic nos EUA, o NatGeo Wild, no dia 12 de Abril passado."

Espero que consigam ver por aí.

Tenho planos de ir até lá visitar e tão logo isto seja possível postarei muitas fotos!

Posto a seguir dois vídeos interessantes sobre o assunto, um deles é do site oficial no link: http://www.gorongosa.net - O outro encontrei no Youtube.

Fontes de colaboração:http://www.opais.co.mz e http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_da_Gorongosa





segunda-feira, 3 de maio de 2010

Amostra do fim de semana...

O fim de semana foi prolongado aqui, por causa do feriado de 1º de Maio.

Não trabalhamos no Sábado e coincidiu com o dia de compras, em que não trabalhamos para ir aos mercados abastecer as latas para o mês, o que fez do final de semana um feriado prolongado.
Fomos então conhecer Cahora Bassa, a famosa barragem situada no distrito de Songo a cerca de 160 km de Tete.

Vou postar algumas fotos e depois escrevo mais sobre o final de semana...

Beijos


Na entrada de Songo

Em frente à prefeitura


Praça na cidade, super bem guardada!

Já com febre... :(

Nos mirantes da barragem...
Mico, dá pra ver?
Saindo para o passeio...
Os hipopótamos escondidos entre os matinhos...
Não gostam de companhia...
Os temidos crocodilos também estavam lá...
Hipos de novo...
E outro...
Crocodilo, esse era grande mesmo...
Nem parece verdade, eram muitos! Este está rente à pedra.
Mais um...
De novo...

Eu, crocodilos lá no fundo...
Os colegas se preparando para nadar... Tô fora!

Assim que a internet colaborar posto outras fotos...

Muitos beijos,
SaudadeS

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Fotos do passeio Zambeze...


Essa menina ajudava a mãe na Machamba (Roça)
Essa turma pescava, lavava roupas e tomava banho no rio...
Gostei desta árvore mergulhada e da montanha fazendo fundo...
Estas árvores e o reflexo no espelho dágua do rio...
Hora do banho...

Pesca, banho, panelas e roupas...
Tudo junto e misturado num belo domingo de sol...
A mãe e a menina de novo, machambando...
O lixo é fundo ou figura?

Noutro canto tudo outra vez, afinal, domingo é dia de banho! rs...
E olha quem apareceu quase no final da festa com a maior cara de "não é comigo"!
Eu hein!? Tô indo embora!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O dia em que os crocodilos estavam de "home leave"!

Home leave, ou, "home livre", como é vulgarmente conhecido por nós, é o período que temos, de acordo com nossos contratos, para ir ao Brasil visitar a família e os queridos que por lá deixamos... É uma recarga de baterias que podemos utilizar para ir de volta pra casa ou viajar pra onde bem entendermos. Alguns vão uma vez pra casa e outra aproveitam para ganhar o mundo, numa oportunidade, talvez única, de conhecer outras paragens...

O certo é, que, querendo ou não estamos sempre nos lembrando, desejando e por que não, contando os dias para o home leave, ou, a ida pra casa! A saudade é muito grande e explica tamanho gosto pela tal escapadinha, rsrsrs...

Bom, explicado o conceito, vamos de Zambeze!

No dia marcado, domingo, 8:30, ainda lembrando da festa de aniversário do dia anterior, encontramo-nos no hall do hotel para juntos irmos de táxi até os fundos do Motel Tete, de onde partiria o barco do passeio. Nós não sabíamos bem como funcionava, só sabíamos que era um passeio 0800 num barco fretado por uma das empresas do projeto e que o nosso nome já estava na lista de passageiros, graças ao colega que nos deu a dica no dia anterior...

Bem na frente do Hotel haviam alguns homens parados perto de uns carros comuns - aqui não se vê táxis regulamentados como no Brasil, nem tuk tuk´s como em Maputo, são locais que alugam seus carros a particulares... Uns bons, outros piores, outros, bem piores...

Bem, combinamos o preço annnntes, porque aqui, combinado não é caro e entramos satisfeitinhos no carro, com destino ao Motel Tete. Como não sabíamos bem onde era, observávamos tudo atentos pra ver se aparecia um barco em nosso olhar pra pedirmos ao taxista, que a esta altura já nos dera seu cartão contendo seu nome e telefone (um cartãozinho da operadora de celular que posto abaixo - atenção para o nome do moço... SILÊNCIO). Acho que já disse, mas vale repetir, aqui as pessoas tem nomes do tipo, "raiva", "trabuco", “alface”, “sabonete”, “zefênia”, “almoço” e muitos mais, herança maldita dos portugueses que não os deixavam registrar seus filhos com os nomes tribais com os quais costumavam chamar seus descendentes, nem tãopouco com os nomes comuns aos portugueses, de modo que ficavam a mercê dos escrivãos, que, maldosamente, decidiam por eles e decretavam: - Vai se chamar Sabonete! ou Silêncio, como no caso do nosso taxista, ou outra aberração qualquer... Eles, sem saber o significado ainda perpetuaram este hábito por muitos anos e só recentemente vêm perdendo este costume.

Parêntese a parte para registrar o caso Silêncio, já estávamos quase na porta do Motel quando Silêncio apontou o carro pra entrar e nós, mais do que depressa: - Não senhor! Não precisa entrar, nós vamos é no passeio de barco, atrás, não é aí dentro... Claro, que, pra nós, ou pelo menos pra mim o espanto era o que poderia causar nos outros a entrada de 3 meninas e 1 homem num Motel logo cedo, né? rs... E apeamos mais do que depressa! Andamos para um lado e pro outro e nada, até que alguém resolveu ligar para o contato e tirou a prova... o negócio era mesmo nos fundos, de modo que teríamos que entrar no Motel, mas poderíamos ficar tranquilos, porque aqui, hahaha, Motel é só um lugar de dormir, rsrsrsrs...

Ai ai... Rimos muito e já muito suados, porque nesse dia, como em todos os outros, o calor estava firme, presente e bem forte. Não fosse o boné emprestado e o filtro solar, sei não!

Mas a vontade de ver os bichos era tanta que logo entramos pro Motel a dentro e avistamos o Milton, que seria nosso guia e mais que depressa nos colocou sentados pra aguardar mais duas pessoas que ainda viriam.

No máximo 10 minutos depois entramos no barquinho... barquinho mesmo! Uma voadeirazinha, tipo lanchinha, com dois motores pequenos e 7 pessoas dentro, mal dava pra respirar e a água do Zambezão nos lambia as pernas toda hora! Meu Deus! Aquilo tava cheirando a programa de índio!

Nem questionamos, mas intimamente pensávamos se combinaria o crocodilo daquele tamanhão com aquele barquinho cheio, não dava nem pra gritar!

Minutos depois o barulhentinho já cortava o rio e a outra margem ficava distante... passávamos numas mini ilhas que se formam com bastante mato no meião do rio e avistamos um barcão, mais de 4 vezes maior parado na outra marge e perguntamos: Vamos mudar de barco? O barqueiro sorridente disse-nos: -Sim!

Ai que alívio!!! Até rimos e pulamos de um para outro com enorme destreza!

Esse sim era mais espaçoso, tinha cadeirinhas e todos colocamos guarda-vidas assim que entramos. Tinha até água e coca cola pra espantar o calor e o capitão desse outro possuía um aparelho, espécie de sonar com o qual ia nos contando de cardumes de peixes, muitos e bancos de areia perto de nós.

O Zambeze, embora seja o maior rio de toda a África, depois da barragem de Cahora Bassa ficou muito assoreado, e, em Tete, tem entre 1 e 4 metros de profundidade apenas, o que nos assustou muito, uma vez que, com o volume de suas águas e tamanha largura, parecia-nos muito mais profundo.

O passeio transcorria muito bem, em meio a muitas fotografias de tudo o que víamos, e o que mais víamos eram pessoas se banhando, lavando roupas e panelas na beira do rio, hábito muito comum por aqui, até porque a maioria da população não recebe água encanada, serviços de esgosto, energia ou outros benefícios básicos, direito de todo ser humano. Chega a chocar um pouco mas é isso mesmo, o mesmo rio que é banheiro é chuveiro, serve pra lavar roupas, panelas e irrigar as plantações. E, se bem aqui tem uma comunidade usufruindo de todas essas citadas possibilidades, a poucos metros a outra e outra e outra, o que, imagino, faz do Zambeze uma miscelânia daquelas...

Enfim, tudo atraía nossos olhares sim, mas o que queríamos mesmo eram os grandões, os crocodilos e hipopótamos, mas o tempo passava, Tete ficava pra trás e nada deles nos darem o ar da graça... zzzzzzzz...tava dando mal estar de calor, imagina, naquela lua toda, vestida de playmobil com o colete salva vidas e nada de atração selvagem, teve gente que dormiu...

Íamos pensando em liderar um movimento de volta quando alguém lá atrás no barco gritou: É um hipopótamo lá!!!!!!!!!!!!!!!

Vupt, se fosse menor o barco virava, tamanha movimentação de gente para a frente, mas o que se via era muito longe e lembrava uma pedra... Ninguém conseguia distinguir direito, nem eu com minha câmera de zoom potente, nem minha colega do lago com uma supercâmera... Até que, ao se aproximar um pouco mais, com a câmera da colega constatei e gritei: Gente, é sim!

Segundos depois o bichão se levantou, pôs as orelhinhas pra fora, deu de lado e sumiu de novo! Lindo! Enorme! E, nós, aos gritos, parecíamos crianças no zoológico! Era verdade! O Zambeze tem mesmo hipopótamos, que legal!

O barqueiro desligou os motores, a música, calamo-nos todos e nada, o bichão tem a manha de ficar embaixo dágua mais de 5 minutos, segundo disseram e só depois reaparece, quando quer...

Bom, deixa ele, a esta altura a foto do dia já havia sido tirada, mesmo que de longe, mesmo que pegando apenas parte da sua silhueta, o passeio já havia valido!

Faltava apenas o crocodilo! E não foi falta de procurarmos... Olhares atentos, vimos muitos pássaros - impressionnte como há pássaros aqui, cada um mais lindo que o outro! Vimos gado, gente, e mais um cado de coisas, mas o crocodilo, ah, o crocodilo... ???

Estava de Home Leave e nem deixou recado!

A gente ainda volta lá, com dias de águas mais rasas, segundo o barqueiro, tempo ideal de se ver os reis do Zambeze!

Beijos cheios de saudades...